Superteia
Imagine um cabo de aço capaz de frear um avião em pleno vôo. Um fio capaz de sustentar toneladas e, ao mesmo tempo, flexível como borracha. Esse é o sonho dos produtores de fibras industriais. O kevlar tenta chegar perto, mas fica longe. É uma fibra artificial usada na fabricação de cintos de segurança, cordas, em construções aeronáuticas e coletes à prova de balas. Além de não ser tão forte a ponto de segurar um avião, o kevlar tem que ser fabricado com temperaturas altas e solventes orgânicos. Mas existe uma seda natural que é produzida em temperatura ambiente usando água como solvente e que, essa sim, se tivesse a espessura de um lápis, seria capaz de proezas muito maiores do que as conseguidas com as fibras artificiais. Que seda é essa? A teia de aranha.
A teia de aranha é tão fina que o olho humano quase não a. E quando falamos em elasticidade, não estamos brincando! Um fio comum de seda de aranha é capaz de se estender por até 70 km sem se partir sob o próprio peso! E pode ser esticado até 30 ou 40% de seu comprimento, sem se quebrar, enquanto o nylon suporta apenas 20% de estiramento.
A fabricação da teia é uma maravilha à parte. É quando a aranha esbanja engenhosidade. A aranha começa estendendo os grandes “eixos de sustentação” da teia e, a partir daí, vai unindo esses fios de suporte e preenchendo os espaços vazios com fios radiais, originando uma estrutura geométrica muito forte. Como ela aprendeu a fazer isso?
Aimeé Cunningham escreveu na revista Science News: “Os cientistas gostariam de aplicar as propriedades [da teia] em produtos que vão de coletes à prova de balas a cabos para pontes suspensas.” Cientistas inteligentes e com tremenda tecnologia à mão ainda não conseguem imitar a “sabedoria” e engenharia das aranhas…
“É uma lição de humildade saber que tantas pessoas inteligentes estão tentando imitar o que as aranhas no porão das casas fazem de modo tão natural”, disse a bióloga Cheryl Hayashi, na revista Chemical & Engineering News.
A luz dos vaga-lumes
Toda criança que já viu um vaga-lume (também conhecido como pirilampo) deve ter ficado encantada de saber que há insetos com “lâmpadas”. Quem nunca se perguntou como esses bichinhos conseguem brilhar no escuro?
Primeiramente, é bom dizer que, na verdade, os vaga-lumes não têm exatamente uma lâmpada acoplada no corpo. E eles não utilizam a eletricidade como as lâmpadas que costumamos comprar. Em vez disso, a “lâmpada” do vaga-lume usa dois produtos químicos chamados luciferina e luciferase. Quando essas duas substâncias se encontram dentro da “luzinha” do vaga-lume, ela se acende. Esse tipo de luz é chamado de “luz fria”, e o fenômeno é conhecido como bioluminescência.
Curiosamente, os cientistas ainda não conseguem fazer uma “lâmpada” igual à dos vaga-lumes, tamanha é a sofisticação dela. Mas há entre esses cientistas alguns que acreditam que tanto o vaga-lume, com sua luz sofisticada, quanto outros animais fantásticos evoluíram de seres primitivos que surgiram aqui por acaso. Que pena…
Que a luz do vaga-lume ajude essas pessoas a chegar àquele que disse há muito tempo: “Haja luz!”

[...] DIGITAIS DO CRIADOR [...]